Job hopping: descubra por que brasileiros estão trocando mais de emprego

07/08/2026
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A troca frequente de emprego, conhecida como job hopping, vem ganhando espaço no mercado de trabalho brasileiro. O movimento reúne profissionais que mudam de empresa em intervalos mais curtos em busca de novos desafios, crescimento profissional, melhores condições de trabalho ou maior alinhamento com seus objetivos pessoais e de carreira.

O comportamento tem sido observado principalmente entre os trabalhadores mais jovens. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que 38,2% dos profissionais de 18 a 24 anos deixam o emprego antes de completar um ano, índice que chega a 25,3% entre pessoas de 25 a 29 anos. Já entre adolescentes de 14 a 17 anos, a taxa supera a metade, com 52%.

Além da remuneração, fatores como falta de perspectiva de crescimento, jornadas extensas, ambiente de trabalho, flexibilidade e identificação com os valores da empresa estão entre os motivos apontados para as mudanças.

Por que os brasileiros trocam de emprego

Levantamento da consultoria Michael Page indica que 44% dos brasileiros estão buscando ativamente uma nova oportunidade, enquanto 39% consideram deixar o emprego atual. Segundo o estudo do MTE, entre os fatores que explicam o aumento das mudanças estão salários considerados baixos, longas jornadas e poucas oportunidades de desenvolvimento.

A rotatividade também pode ter causas econômicas. Especialistas apontam que parte das movimentações ocorre por decisão voluntária dos trabalhadores, enquanto outra parcela está ligada a demissões, cortes de custos e reestruturações. A frequência das trocas varia conforme o nível hierárquico: funções operacionais e cargos iniciais costumam ter maior rotatividade, enquanto posições executivas tendem a registrar permanências mais longas.

Diversidade, flexibilidade e propósito ganham espaço

Modelos de trabalho mais flexíveis e maior equilíbrio entre carreira e vida pessoal passaram a pesar na escolha de uma empresa. A busca por ambientes mais inclusivos também aparece entre os fatores das mudanças, com temas como diversidade, neurodiversidade e conciliação entre vida profissional e pessoal ganhando relevância nas decisões de carreira.

Especialistas em futuro do trabalho avaliam que a relação entre empresas e trabalhadores mudou. A percepção de estabilidade tradicional perdeu espaço diante de demissões em massa, contratos por projetos e novas formas de contratação. Nesse cenário, os profissionais passaram a analisar melhor cada oportunidade — e, para quem troca de emprego, os especialistas destacam a importância de apresentar resultados entregues e de saber explicar as contribuições feitas em cada experiência.


Fonte: Com informações de Contábeis

Capacitação online Mais da metade dos empreendedores (54%) declararam ter realizado algum curso de capacitação pela internet. Esse número representa um salto expressivo quando comparado ao período pré-pandemia (2018), quando apenas 33% dos entrevistados diziam ter feito cursos online. Quem mais busca capacitação são as mulheres, com 59% delas realizando cursos na internet, contra 50% dos homens. A busca por qualificação é maior entre os jovens de 18 a 29 anos (57%) e entre aqueles que possuem pós-graduação (77%). Os empreendedores à frente de Empresas de Pequeno Porte (EPP) lideram o índice de qualificação online, com 63% de respostas afirmativas. O estudo também mostra que 67% dos donos de pequenos negócios já acessaram o portal ou os serviços do Sebrae de forma online, consolidando uma trajetória de crescimento desde 2018, quando esse número era de 58%. O acesso ao portal é liderado por Microempresas (70%), pelo setor de Serviços (70%) e por empreendedores pós-graduados (85%). “Os dados provam que o empreendedor brasileiro superou a barreira da conectividade e agora busca qualificação ativa para profissionalizar sua operação. O papel do Sebrae é facilitar esse caminho, oferecendo soluções online e gratuitas que caibam na rotina de quem precisa cuidar de todas as áreas do negócio ao mesmo tempo”, avalia o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares.

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